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Comecei aos seis anos, num órgão de brinquedo que meu pai me deu porque não achou a moto do Homem Aranha que eu tinha pedido. Odiei o presente. Quatro horas depois, antes de ele conseguir trocar, eu já tocava duas músicas. Nunca tinha chegado perto de um instrumento.
Mais de quarenta anos depois, o trabalho é o mesmo. Alguém me traz uma coisa que não é bem o que eu esperava, eu mergulho nela até entender como funciona, e daí proponho o que fazer. Já foi um teclado, já foi uma operação de comércio digital, já foi o motor de um carro e já foi um micro-ondas que não aquecia.
Eu resolvo problemas que ainda não foram nomeados. Não é uma habilidade especial, é um método, e o método tem duas partes que a maioria das pessoas inverte.
A primeira parte é demorada de propósito. Eu não aceito o problema do jeito que ele me foi descrito. Mergulho, investigo, pergunto de novo, e quase sempre o que aparece na superfície não é o que está acontecendo embaixo. Um cliente me procurou no auge da euforia com inteligência artificial pedindo que eu implantasse qualquer projeto que tivesse IA. Eu disse que esse não era o caminho, e que ele precisava me contar um problema para eu resolver esse problema incluindo IA. Aplicação errada não traz resultado, potencializa o resultado errado. Ele me contou o problema de verdade, e construímos juntos um projeto que encontrou números escondidos dentro da própria operação dele.
A segunda parte é o contrário da primeira. Depois que o problema está claro, eu tenho pouca paciência com processo. Quem trabalha comigo sabe que eu cobro velocidade e às vezes peço menos formalismo do que o time gostaria.
Se nasceu perfeito, nasceu tarde.
Eu lidero pela estratégia, trazendo ângulos que o time ainda não tinha considerado, mas não fico no campo das ideias. Quando assumi como CTO, precisei voltar a colocar a mão na massa justamente para construir autoridade e mostrar ao time que existia estratégia por trás da direção que eu estava dando.
Sou cristão. Toco como voluntário na igreja, produzo música em estúdio e escrevo devocionais toda semana. Foi por ali que tudo começou, e é o que liga as duas metades do que eu faço.
E tem uma coisa que me incomoda de verdade no meu mercado. Gente que nunca construiu nada vendendo curso e consultoria para ensinar os outros a construir. Ensinar é sério. Eu dei aula de informática básica dos dezoito aos vinte e um anos, e depois passei vinte e cinco anos construindo, nessa ordem.
Hoje sou CTO de Business Apps na AI/R, que reúne as marcas Compass UOL, AvenueCode, Compasso, EDGY, Everymind, Invillia, K1, Webera e Webjump.
Minha tese sobre inteligência artificial aplicada é simples e eu a defendo publicamente. A expertise mais rara do mercado hoje não é a de quem escreve código. É a de quem entende de código e de uma indústria ao mesmo tempo. Assistentes de programação aceleram a escrita, mas não carregam as regras, os padrões e as restrições de um setor específico.
O TwinForge nasceu dessa tese. É uma plataforma que converte a expertise técnica e de indústria de profissionais experientes em gêmeos digitais especializados por papel do ciclo de desenvolvimento, e que chega aos times no formato de squads formadas por engenheiros humanos, gêmeos digitais e um engenheiro responsável por orquestrar o trabalho entre eles.
O ponto que mais me importa na arquitetura é onde o humano fica. Os gêmeos abrem pull requests, mas a decisão de merge continua no processo de revisão do engenheiro responsável. A cada ciclo, conforme o que é aprovado e o que é recusado, eles assumem uma parcela maior do fluxo.
Pull requests por semana de uma squad, em um mês.
Do volume aprovado no fluxo analisado, em seis semanas, já vinha dos gêmeos digitais.
Apresentei o TwinForge no primeiro Claude Meetup de Porto Alegre, no Instituto Caldeira, em agosto de 2026, para cerca de quinhentas pessoas.
Salesforce Partner of the Year na categoria Partner FDE Practice, na primeira edição em que a categoria existiu. Summit Partner e Top 5 global entre parceiras Agentforce. AWS Consulting Partner of the Year LATAM 2025 e especialização AWS em Agentic AI. Databricks LATAM Delivery Excellence 2025.
Sou membro do Conselho Consultivo da Harvard Business Review.
De um curso de programação por correspondência, feito sem computador, até a liderança de engenharia de um grupo global.
Entrei no conservatório aos seis anos e estudei piano por dez anos, terminando o curso antes de entrar na faculdade. No teclado, que é outro instrumento apesar da mesma base de teclas, fui autodidata. Comecei tocando na igreja, depois montei uma banda, e mais tarde passei a gravar e produzir discos de outros artistas. Quando era mais novo toquei em casamento, festa de quinze anos, batizado, formatura e velório. Foi o mais perto que cheguei de viver de música, e não segui por escolha minha. Eu queria era mexer com computador.
Em 1992, aos catorze anos, vi numa feira municipal um grupo de pessoas mexendo numa caixa com teclado de máquina de escrever e tela verde, que fazia cálculos. Não sabia nem o nome daquilo. Encontrei numa revista um anúncio de curso de programação por correspondência e comprei um curso de Basic. Fiz o curso inteiro sem ter computador, e foi ali que aprendi lógica, que é a base de tudo que veio depois. Dois anos mais tarde me matriculei num curso de informática que abriu na minha cidade, e na segunda aula eu acabei com a aula, porque fiquei curioso para descobrir o que fazia o comando Format A.
Entrei em Ciência da Computação na Universidade de Passo Fundo em 1996 e me formei em 1999. Durante a faculdade dei aula de informática básica, DOS, Windows 95 e 98 e Office. Logo depois da formatura emendei uma sequência de certificações, e a mais importante delas na época foi a Oracle Certified Professional, que exigia cinco provas. Fui um dos primeiros do Rio Grande do Sul a conquistá-la. Em 2003 concluí o MBA em Tecnologia Aplicada a Negócios na ESPM, e em 2023 fiz a especialização Leading Global Companies em Harvard.
Comecei a trabalhar de verdade em 2000, como programador PL/SQL, e ainda naquele ano passei a atuar como DBA. Em 2003 assumi a infraestrutura de projetos de tecnologia. Em 2005 virei gerente de projetos, sem largar o lado técnico em nenhum momento, e foi também em 2005 que fui convidado a me tornar sócio. O convite veio no pior momento da companhia. Eu acreditava tanto naquele modelo de negócio que aceitei mesmo em meio a dificuldades sérias. Naquele mesmo ano foi constituída a Compasso, empresa da qual participei desde o início e que veio a ser adquirida pela UOL Diveo em 2013.
Em 2008 comecei a migrar para a área comercial, atuando em pré-vendas técnicas. Em 2011 iniciei a prática de comércio digital, primeiro com Oracle ATG, depois Oracle Commerce. Essa é a transição mais emblemática da minha carreira e não foi uma promoção. Eu não era da área, e estava vendo o primeiro projeto da empresa naquele campo ir mal. Assumi o projeto, assumi a capacitação do time, e entregamos. A partir dali todos os projetos de comércio digital passaram a ser meus.
Em 2018 iniciei as práticas de Salesforce e Adobe. Em 2021 me tornei Diretor Sênior responsável pela prática global de Retail de todo o grupo. Em 2024 assumi como CTO da Webjump e, na sequência, como CTO da área de Business Apps da AI/R, que reúne as plataformas enterprise do grupo, entre elas Salesforce, Adobe, Zendesk, Shopify, VTEX e ServiceNow.
Foram vinte e cinco anos somando camadas sem trocar de identidade. Nunca larguei o lado técnico em nenhuma delas.
Dez anos de conservatório, cinco álbuns, seis EPs e uma mesa de som ao vivo.
ProjetosO que eu construo fora do trabalho, e por quê. Nenhum deles nasceu para virar produto.
EscritosDevocionais escritos toda semana, em português, distribuídos por WhatsApp.
ArtigosDez artigos no E-Commerce Brasil, palestras e aparições na imprensa.
Este site não tem proposta comercial. Está aqui para quem quiser saber quem eu sou.
Se você quer me convidar para uma palestra, conversar sobre conselho, ouvir o que eu produzo em música ou receber os devocionais, o caminho é o mesmo.